Soluções para problemas sociais foram tradicionalmente delegadas para o governo ou para a sociedade civil. Porém, nos últimos anos, temos observado o surgimento crescente de negócios que vem ocupando esse papel.
Cada vez mais empreendedores vibrantes e competentes estão buscando desenvolver soluções para questões que afligem principalmente a população de baixa renda no Brasil. E, ao contrário do que você pode estar pensando, esses empreendedores não buscam unicamente o lucro, mas estão movidos pelo desejo de transformação social relevante na sociedade, buscando ir além de qualquer externalidade positiva que a imensa maioria dos negócios tradicionais proporciona.
Esses empreendedores perceberam que existe uma imensa parcela da população que não é bem atendida pelos serviços públicos ou que carecem de agentes privados que os sirvam com qualidade e estão desenvolvendo modelos de negócios que visam ofertar produtos e serviços levando em consideração as necessidades e características do publico de baixa renda.

Dessa forma, a maioria da população opta pela saúde suplementar, gastando suas parcas economias para um atendimento sofrível. Portanto, a pessoa pobre, por falta de opção de qualidade, acaba pagando mais pelo serviço.
O Saútil é um negócio que surgiu visando facilitar o acesso da população de baixa renda aos serviços do SUS. Trata-se de uma plataforma on-line que agrega e disponibiliza informações referentes aos produtos e serviços oferecidos gratuitamente pelo SUS de uma maneira simples, rápida e organizada.

O Saútil representa uma nova geração de negócios e empreendedores que não veem uma dicotomia entre ganhar dinheiro e melhorar a qualidade de vida das pessoas, são os chamados negócios sociais. Atuam em áreas como saúde, educação, acesso a credito e mercado.
Não têm como prerrogativa substituir o papel do Estado, mas qualificam e complementam a ação estatal e atuam no sentido de evitar intermediários, oferecendo acesso ao mercado formal e disponibilizando de forma amigável informações importantes para o exercício dos direitos das pessoas e dessa forma garantem o acesso com mais qualidade aos serviços para quem mais precisa: a população brasileira de baixa renda.
*Artigo publicado originalmente no site da Folha Empreendedor social








