Educação financeira de crianças e jovens avança no Brasil com apoio de negócios de impacto

Divulgação: Fernando Siqueira

Tindin e Mooney são exemplos de inovação na forma de ensinar educação financeira da infância até o Ensino Médio

O Brasil tem avançado rumo à inclusão dos cidadãos no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Dados do Banco Central apontam que mais de 200 milhões de brasileiros têm algum tipo de relacionamento com serviços financeiros formais — um panorama que favorece o desenvolvimento econômico ao propiciar o acesso dos cidadãos a produtos e serviços financeiros como crédito, poupança, pagamentos, seguros e investimentos, fomentando resiliência econômica do indivíduo e combatendo a vulnerabilidade. Esse é um cenário promissor uma vez que é, também, um instrumento para políticas públicas de transferência de renda.

Entretanto, o Banco Central alerta que embora a bancarização esteja avançando no país nos últimos anos, o letramento financeiro precisa melhorar. E a resposta a esse desafio passa pela educação financeira. Nessa temática, quando olhamos para as juventudes no Brasil, a preocupação se aprofunda diante da urgência de criarmos mecanismos educacionais para formar jovens protagonistas das próprias escolhas financeiras. É nesse contexto que negócios de impacto podem apoiar uma verdadeira transformação no letramento financeiro de crianças e jovens.

Tindin e Mooney são exemplos de inovação na forma de ensinar educação financeira da infância até o Ensino Médio. Alinhadas à realidade dos estudantes, ambas apostam na ludicidade e na gamificação — seja por meio de simuladores digitais, seja por jogos físicos que cabem na mochila de qualquer escola pública.

Edtech especializada em criar Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) gamificados, impulsionando o engajamento e a retenção do aprendizado no ensino híbrido, a Tindin — empresa de Maringá, no Paraná — transforma a educação em uma experiência dinâmica e interativa, utilizando elementos de gamificação e simulação prática para tornar o aprendizado mais acessível, envolvente e eficaz.

O foco da solução está em capacitar crianças, jovens e adultos para desafios reais, combinando tecnologia e inovação para revolucionar o ensino de temas essenciais, como educação financeira e competências socioemocionais. O negócio desenvolveu o Jogo do Investidor — um torneio digital destinado a ensinar jovens a lidar com as responsabilidades financeiras de maneira prática e divertida. O game é voltado para estudantes do Ensino Médio, com prioridade para alunos da rede pública e participantes do Programa Federal Pé-de-Meia.

Com a iniciativa, a Tindin espera impactar mais de 40 mil estudantes (30 mil de escolas públicas), oferecendo uma ferramenta inovadora e acessível para aprimorar o letramento financeiro da nova geração. A efetividade do jogo está sendo acompanhada por indicadores de engajamento e desempenho em simulados baseados nos modelos PISA e OLITEF, permitindo avaliar a evolução dos participantes ao longo do projeto. O jogo, que se passa no metaverso, simula a vida real dos participantes.

Nele, é possível realizar atividades cotidianas da vida adulta, como investir em formação, buscar um emprego ou uma profissão, pagar contas, consumir, empreender, adquirir imóveis e até mesmo investir na bolsa de valores, tudo com dinheiro lúdico, sem valor monetário real e em ambiente seguro. Ao final da competição, vencem os participantes que melhor conseguirem equilibrar a saúde financeira e o desenvolvimento pessoal de seus avatares. Além da experiência educacional, os 100 participantes mais bem ranqueados receberão assinaturas premium e títulos do Tesouro Direto. Serão distribuídos mais de R$ 80 mil em premiações para mais de 1.100 participantes.

“O Jogo do Investidor é único por ser a mais imersiva competição de educação financeira do país. Nós usamos e abusamos do poder da simulação como estratégia para a aplicação prática do conhecimento teórico. Além das já comprovadas vantagens do uso da simulação na educação, como o aumento na retenção do aprendizado, ela permite desenvolver um nível de conhecimento tácito, ou seja, um nível de aprendizado ligado diretamente às experiências e habilidades pessoais, que seria impossível ser alcançado pelo consumo passivo de uma mera trilha de aprendizagem, ou medido por uma simples avaliação teórica. Ao contrário do que muitos pensam, educação financeira não é uma ciência exata, ela é comportamental, e é por esse motivo que o nosso propósito não se limita a ensinar nossos estudantes sobre o tema, mas desenvolver neles bons hábitos financeiros”, destaca Eduardo Schroeder, CEO da Tindin.

O segundo exemplo, o negócio de impacto Mooney, oferece uma metodologia inovadora que vai da Educação Infantil ao Ensino Médio, combinando materiais didáticos estruturados, projetos interdisciplinares e dinâmicas práticas que acontecem diretamente na sala de aula.

Para reforçar o aprendizado presencial, a empresa disponibiliza um aplicativo gamificado, no qual estudantes interagem com desafios e com os Mooners — pets virtuais colecionáveis, no estilo Pokémon –, que tornam o aprendizado envolvente e divertido.

Fundada em 2020, a Mooney já impactou mais de 200 escolas parceiras, capacitando mais de 3 mil professores e levando educação financeira para mais de 50 mil estudantes em todo o país. “Nosso compromisso é formar estudantes protagonistas da própria história financeira, equipando-os com habilidades e competências essenciais para a vida. Com uma abordagem alinhada à BNCC e reconhecida pelo Banco Central, transformamos a maneira como escolas e famílias lidam com educação financeira, preparando as novas gerações para um futuro consciente e seguro”, afirma Fernando Machado, fundador da Mooney.

startup desenvolveu um jogo de cartas educativo que torna o aprendizado sobre finanças mais leve e divertido para estudantes do Ensino Médio de escolas públicas em todo o país — mesmo aquelas sem grandes infraestruturas digitais. Por meio da dinâmica do jogo físico, os alunos são desafiados a tomar decisões financeiras enquanto lidam com opções de investimentos (simulando renda fixa e renda variável), tentações (como apostas financeiras, por exemplo) e situações do cotidiano (compras e opções de lazer e diversão). Mais de 130 professores já foram capacitados e estão aplicando o jogo em sala de aula, promovendo educação financeira de forma lúdica e acessível para cerca de 5 mil jovens.

Diante de desafios de letramento financeiro como as apostas on-line e o estímulo a um consumismo que compromete o futuro do indivíduo, não podemos mais ignorar que a educação financeira é uma frente de justiça social.

Quem aprende cedo a lidar com dinheiro, conquista muito mais do que a autonomia: ganha chances reais de romper ciclos de vulnerabilidade. Empresas como Tindin e Mooney — selecionados pela plataforma de apoio e investimento em negócios de impacto TD Impacta — estão fazendo parte de uma transformação no modo de lidar com a questão ao redesenhar a forma de ensinar crianças e adolescentes sobre finanças.

Maure Pessanha é empreendedora e presidente do Conselho da Artemisia. Texto publicado originalmente no Blog do Empreendedor — Estadão PME.

SOBRE O TD IMPACTA

O TD Impacta é uma plataforma de apoio e investimento para negócios de impacto. Tem como foco principal impulsionar soluções que apoiem a educação financeira, além de outras temáticas que contribuam para este objetivo e gerem impacto positivo. Criada pelo Programa Tesouro Direto em parceria com a B3, a iniciativa conta com a execução da Artemisia, organização referência no ecossistema de empreendedorismo de impacto brasileiro. www.tdimpacta.com.br

[Foto: Fernando Machado, fundador da Mooney — negócio que já impactou mais de 50 mil estudantes do país. Crédito: Divulgação/Fernando Siqueira]

Confira também:

Entre em Contato

Quer saber mais ou tirar alguma dúvida?

Mande um e-mail para nós:

Assessoria de Imprensa: