Destaques do programa CAIXA: Desafio Mulheres em STEM — que analisou mais de 250 negócios de impacto de todo o país –, as três empresas irão receber R$ 200 mil cada para subsidiar os projetos-piloto
Contribuir com a redução da desigualdade de gênero nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática está no DNA de três negócios de impacto que se destacaram no programa CAIXA: Desafio Mulheres em STEM. Ada Tech, Manaós Tech e Sincroniza Educação assinam soluções inovadoras que reposicionam a relação entre tecnologia, educação, inclusão e empregabilidade feminina no Brasil.
Fundada por Felipe Paiva, Ada aposta em trilhas formativas personalizadas por inteligência artificial. Atuando em áreas como desenvolvimento de software, dados, mobile e IA, a edtech integra educação on-line, avaliação de habilidades e conexão com empresas em um modelo B2B. O projeto-piloto desenvolvido no âmbito do programa prevê a formação de 1.500 mulheres em jornadas de seis meses, com mentorias personalizadas e desenvolvimento técnico e comportamental. Ao final da formação, 300 alunas participarão de um hackathon com empresas parceiras — uma estratégia, aliás, com potencial de transformar a capacitação em empregabilidade.
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Na região Norte, a Manaós Tech lidera uma frente igualmente estratégica: introduzir meninas de escolas públicas do Amazonas no universo STEM. Com uma metodologia própria que já formou mais de 11 mil estudantes, o negócio de impacto conduzido por Glauco Aguiar, Luiz Carlos Junior e Nívia Carvalho combina robótica, programação, inteligência artificial, cultura maker e desenvolvimento de jogos. Em dois novos ciclos formativos, nos formatos presencial e on-line, 800 alunas de escolas públicas, com idades entre 7 e 17 anos, terão acesso a experiências criativas que demonstram como a tecnologia pode ser ponte real para o futuro.
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Por sua vez, a Sincroniza Educação, fundada por Ana Paula Romero Manzalli e Keila Visconti Andriolo, atua no desenho e na implementação de soluções educacionais sob medida, especialmente em redes públicas. Desde 2017, impactou mais de 6,7 milhões de estudantes e 550 mil educadores. Dentro do programa, a empresa capacitará até 1.000 alunas do Ensino Médio em lógica, pensamento computacional e resolução de problemas.

Mais do que gerar habilidades técnicas, a iniciativa fortalece a autonomia das jovens como criadoras de soluções tecnológicas, reforçando equidade de gênero e protagonismo feminino. Em conversa com Felipe Alves, codiretor-executivo da Artemisia e um dos coordenadores do projeto, ele conta que os três negócios ilustram como a educação em tecnologia pode abrir oportunidades de desenvolvimento e carreira para meninas e mulheres em STEM, ainda que no longo prazo.
“Cada negócio, à sua maneira, atua de forma consistente ao criar jornadas formativas exclusivas, unindo inovação, escala e compromisso com a equidade. São iniciativas que não apenas formam talentos, mas também ampliam perspectivas de futuro”, afirma.
O executivo detalha, ainda, que o programa desenvolvido pelo Fundo Socioambiental CAIXA em parceria com a Artemisia tem o objetivo de reduzir as desigualdades de gênero nas áreas de STEM e promover a igualdade de oportunidades para diminuir as barreiras que historicamente têm limitado o acesso e a progressão de mulheres nas áreas das ciências exatas.

Cada um dos três negócios receberá até R$ 200 mil para subsidiar os projetos-piloto. Os escolhidos passaram por um processo seletivo rigoroso. Aproximadamente 250 negócios foram analisados, oriundos de todas as partes do país. As três soluções finalistas se destacaram pela capacidade de ampliar o acesso e criar oportunidades reais para meninas e mulheres em áreas que historicamente possuem uma sub- representação do gênero.
Na minha visão, o fio condutor que une os três negócios de impacto é a constatação de que o futuro do trabalho exige mais do que qualificação: requer diversidade, inclusão e inovação para criar formas de acesso a oportunidades nas carreiras STEM para mulheres.
Ada, Manaós Tech e Sincroniza Educação mostram que, quando tecnologia encontra intencionalidade social, há espaço para uma nova geração de talentos capaz de transformar não só as próprias trajetórias, mas também o ecossistema de inovação do país.








