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Startup de educação financeira ajuda cidadão a negociar dívidas e ficar no ‘azul’ o ano inteiro

Postado em 16 agosto 2019

O endividamento das famílias brasileiras voltou a crescer e se tornou o maior em três anos, de acordo com o Banco Central. A taxa acumulada em 12 meses subiu para 44,04% em maio deste ano, tornando-se o mais alto índice desde abril de 2016 — quando marcou o nível de 44,2%. Impacto do desemprego na renda familiar, ausência de reserva financeira de emergência, baixa educação financeira e falta de controle nos gastos estão entre os principais motivos. Vale ressaltar que muitos dos problemas financeiros enfrentados pela população em situação de vulnerabilidade econômica estão associados à baixa adequação dos atuais serviços às reais necessidades da população, além da falta de entendimento sobre os serviços financeiros adquiridos.

As informações disponibilizadas pelas instituições financeiras são pouco claras e geram escolhas não conscientes — que podem comprometer a saúde financeira de brasileiros e brasileiras da baixa renda de diferentes faixas etárias. Diante desse cenário, defendo ser essencial fomentar negócios capazes de empoderar homens e mulheres com dados qualificados que norteiam o uso de serviços e produtos como poupança, planejamento e crédito.

No Brasil, para quem pensa em empreender uma fintech (startup financeira), existem oportunidades concretas para criar soluções de base tecnológica que gerem alto impacto social. Há muito espaço para o desenvolvimento de produtos e serviços éticos voltados à real cidadania financeira; são soluções que podem usar a inteligência da economia e da psicologia — com forte viés comportamental — para vencer a desconfiança do consumidor brasileiro e apoiá-lo a tomar melhores decisões. Aliás, empresas que conversem com o público feminino são mais que bem-vindas. De modo geral, a janela de oportunidades está aberta para plataformas que tragam educação e inclusão financeira.

Dentro dessa temática, destaco a Blu365, negócio que tem transformado a maneira como empresas se relacionam com clientes em dificuldades financeiras. Inovadora, a empresa aplica uma nova lógica ao modelo tradicional de negociação de dívidas ao utilizar data science, big data e CRM para entender o contexto de vida e o comportamento dos brasileiros endividados.

Com base em informações comportamentais qualificadas, passou a apoiar o consumidor na tarefa de se planejar para quitar as dívidas e “ficar no azul” durante 365 dias do ano. Na prática, oferece orientação financeira e serviços de negociação de dívidas para pessoas “negativadas”.

Para se ter uma noção da assertividade da solução, no primeiro trimestre de 2019, os empreendedores dobraram o número de famílias que escolheram a Blu365 para renegociar débitos: mensalmente são 100 mil novas negociações, que contabilizam R$ 67 milhões negociados todos os meses. O site da empresa — que conta com artigos e orientações financeiras gratuitas — recebe mais de 1,5 milhão de visitantes mensais.

Uma das soluções mais procuradas é o Renda Extra, conteúdo baseado no mapeamento dos principais segmentos (alimentação, beleza, educação, entregas, locação, pet, produtos, revenda, serviços e transporte) e de aplicativos para que os brasileiros possam conseguir uma renda extra, por meio de bicos e trabalhos temporários, para auxiliar na quitação de dívidas.

A antropologia econômica tem nos mostrado que, sem a devida educação financeira, o acesso ao crédito leva as famílias a um ciclo permanente de dívidas. Romper com essa lógica contribui para transformarmos informação em transformação social.

Você é empreendedor(a) de uma startup de impacto? Estamos sempre em busca de novos(as) empreendedores(as) — de todo o Brasil — que queiram gerar impacto positivo em nossa sociedade. Compartilhe mais sobre você e seu negócio AQUI. Se sua solução tiver fit com um dos nossos programas de aceleração, entraremos em contato. 🙂

Maure Pessanha é empreendedora e diretora-executiva da Artemisia, organização pioneira no fomento e na disseminação de negócios de impacto social no Brasil.

Texto publicado originalmente no Blog do Empreendedor — Estadão PME.

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