fbpx
artemisia

Como a tecnologia educacional pode combater a pobreza de aprendizagem

Postado em 12 May 2021

No relatório “Agindo agora para proteger o capital humano de nossas crianças“, o Banco Mundial traz dados alarmantes sobre o impacto da pandemia do coronavírus na educação na América Latina e no Caribe. O alerta é para que governos passem a agir imediatamente para combater a pobreza de aprendizagem, que deve atingir, com maior intensidade, os estudantes em situação de vulnerabilidade social e econômica.

Definida como o porcentual de crianças com 10 anos que é incapaz de ler e entender um texto simples, a pobreza de aprendizagem pode ter aumentado de 51% para 62,5% por conta da pandemia, de acordo com o mapeamento. Eles falam em uma estatística que pode ser equivalente a adicionar cerca de 7,6 milhões de crianças em idade escolar do Ensino Fundamental nessa situação de limitação educacional.

O Banco Mundial aponta que, no futuro, a enorme perda de aprendizagem terá impacto direto no capital humano e na produtividade, traduzindo-se em um declínio no potencial de ganhos agregados para a América Latina e o Caribe de US$ 1,7 trilhão.

Entre as recomendações trazidas pelo documento para combater a pior crise de educação já vivenciada pela humanidade está o uso de tecnologias que possam favorecer uma aprendizagem adaptativa. Nessa perspectiva propositiva, enxergo uma oportunidade para que os negócios de impacto social possam endereçar soluções para os desafios da educação.

Em uma análise histórica, observo que o empreendedorismo de impacto — focado em produtos e serviços para a educação pública e privada — tem inovado, a partir de novos arranjos, para potencializar o impacto.

Um dos exemplos recentes dessa movimentação é a fusão do grupo de tecnologia educacional Imaginie e a BRG Educacional. Fundada em 2015 em Belo Horizonte, a Imaginie é a maior plataforma de ensino de redação e provas do Brasil. Voltada para os públicos B2C e B2B, a empresa opera com mais de 800 instituições de ensino; conduz 1,7 milhão de avaliações e redações corrigidas; e conta com 380 mil alunos.

A BRG Educacional, por sua vez, foi fundada em 2016 em Curitiba e possui a maior plataforma de orientação profissional online do Brasil, atendendo 6 dos 10 maiores grupos educacionais do País, acumulando mais de 3 milhões de estudantes que já acessaram e refletiram sobre a escolha profissional. A operação cria um grupo que passa a ofertar uma gama completa de soluções educacionais, potencializando o crescimento por meio de estratégias conjuntas de produto e experiência no mercado.

Na prática, ao unificar a maior plataforma de correção de redação e provas com a maior plataforma de orientação profissional online, a operação solidifica o objetivo de criar um grupo com soluções bastante relevantes para estudantes e instituições de ensino do País. Algo que dialoga muito com a necessidade de usar tecnologia para potencializar as soluções educacionais para os estudantes do País.

Maure Pessanha é empreendedora e diretora-executiva da Artemisia. Texto publicado originalmente no Blog do Empreendedor — Estadão PME.

Você é empreendedor(a) de um negócio que gera impacto positivo? Pensando nos desafios que os(as) empreendedores(as) enfrentam para mensurar o impacto de suas soluções, nós da Artemisia nos juntamos à Agenda Brasil do Futuro e à Move Social para lançar o Guia Prático de Avaliação para Negócios de Impacto Social, disponível para download gratuito AQUI.