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Empreendedorismo social vai às escolas como disciplina

Postado em 19 fevereiro 2020

No mundo, as demandas profissionais e sociais do século 21 indicam a urgência de a escola repensar o conteúdo, a forma de ensinar e de aprender. No cerne desse processo, uma das premissas centrais é preparar os jovens e as crianças para que se tornem cidadãos autônomos, críticos e inovadores; uma nova geração de brasileiros capazes de se reinventar diante das rápidas transformações.

Para isso, um dos desafios é criar mecanismos que deem oportunidade para que o estudante consiga ter uma ideia de um caminho para o futuro; uma área que possa descobrir e que seja um ponto de partida para um projeto de vida. Esse tipo de conteúdo oferece ao aluno as chances de experimentar aprendizados diferentes — e obter ferramentas para que meninos e meninas possam ter uma jornada de autoconhecimento vivenciando, experimentando, refletindo e agindo sobre o aprendizado.

A nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) traz uma resposta a esse desafio e passa a direcionar o ensino para habilidades e competências; essa temática, inclusive, também tem a ver com uma forma de levar inovação, tecnologia e empreendedorismo para dentro da sala de aula.

Com a Base — cuja meta é atingir uma formação humana integral para a construção de uma sociedade justa, democrática, inclusiva e sustentável –, os estudantes brasileiros passam a aprender de forma ativa via abordagem que prioriza o desenvolvimento de 10 competências gerais:

1. conhecimento

2.  pensamento científico, crítico e criativo

3. repertório cultural

4. comunicação

5. cultura digital

6. trabalho e projeto de vida

7. argumentação

8. autoconhecimento e autocuidado

9. empatia e cooperação

10. responsabilidade e cidadania

Na prática, os alunos serão capacitados a mobilizar conhecimentos conceituais, procedimentais e atitudinais; habilidades práticas, cognitivas, socioemocionais e digitais; atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana.

Com intuito de colaborar com a produção de um conteúdo qualificado para essa nova forma de pensar a educação, a Artemisia aceitou o convite da Geekie — empresa da rede de aceleradas e que se tornou referência no Brasil em educação com apoio de inovação e tecnologia. Juntos, criamos a disciplina eletiva Empreendedorismo Social para atender aos itinerários formativos da reforma do Ensino Médio nas escolas parceiras da empresa.

A proposta de levar esse conteúdo para dentro da sala de aula está alinhada à própria trajetória de impacto social da Geekie, que já alcançou mais de 5 mil escolas públicas e privadas de todo o País, impactando cerca de 12 milhões de estudantes.

A ideia de ensinar Empreendedorismo Social serve não apenas para inspirar os jovens, mas se propõe a ser uma forma de auxiliá-los a pensar em como resolver problemas sociais reais. Acredito muito que o exercício de empreender, no ambiente escolar, tem o potencial de provocar a descoberta e a investigação; chamar para a ação. Isso porque o empreendedorismo se dá no ato de fazer.

E acho importante trazer que a disciplina tem por proposta preparar o estudante para habilidades necessárias ao futuro dele, independentemente se esse jovem vai empreender ou não. Estou falando de um conteúdo para além do empreender, porque diz respeito aos desafios da nova economia; aborda a impact economy — economia de impacto — que está no cerne de uma forma inovadora de resolver os problemas sociais do mundo.

Para a criação da disciplina de empreendedorismo social, a equipe da Artemisia conduziu a curadoria de metodologias proprietárias de aceleração e conteúdos específicos de trabalho com jovens. A Geekie — com o apoio da organização — também irá conectar as escolas parceiras com negócios de impacto social e ONGs para que os alunos possam ter uma vivência prática da temática da disciplina.

A eletiva tem entre os temas inovação e sustentabilidade; sociedade e cidadania; responsabilidade empresarial; autogestão. Um dos objetivos é disseminar entre os alunos informações sobre o impacto social que as empresas estão se propondo a gerar. Essa visão pode inspirá-los a desenvolver soluções inovadoras e de alto impacto para melhorar a vida de milhares de pessoas.

Ao longo do curso, os estudantes serão estimulados a conhecer as empresas que estão mudando a forma de fazer negócios não apenas no País, mas no mundo; vão vivenciar o voluntariado e a experiência de pensar novos negócios; e, ao final da disciplina, devem elaborar um projeto de impacto social a ser implementado. Um estímulo para que essa nova geração possa fazer parte da transformação.

Maure Pessanha é empreendedora e diretora-executiva da Artemisia. Texto publicado originalmente no Blog do Empreendedor — Estadão PME.

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