Viagens sustentáveis para regiões isoladas do Brasil.
Daniel Contrucci e Ricardo Gravina fundaram a Aoka para elevar o turismo a um novo patamar de sustentabilidade e interatividade com os destinos visitados. Atuando junto com comunidades tradicionais e ONGs locais, promovem a inclusão social, geração de renda e incentivo ao empreendedorismo relacionado ao turismo responsável, que valoriza a cultura local e a troca de conhecimentos entre comunidades e visitantes.
A ideia é levar turistas a lugares espetaculares para conhecer o mundo como ele realmente é, combinando cultura e natureza, saber popular e ciência, razão e emoção. São criadas oportunidades únicas de descobrir um Brasil inédito, com espontaneidade, conforto e segurança.
http://www.aoka.com.br/
Arquitetura para todos.
As grandes cidades brasileiras receberam, nas últimas décadas, milhões de novos habitantes, vindos da zona rural, agravando ainda mais os problemas de moradia urbana. Dispostas a contribuir para a solução desta questão, Joice Gomes e Daniela Zacardi, duas jovens arquitetas, criaram a Arquitetas da Comunidade com a missão de prestar serviços de arquitetura a preços acessíveis para
famílias e associações comunitárias das regiões periféricas de Campinas – SP . A organização oferece planejamento e acompanhamento da construção de espaços comunitários e moradias e planos de redução de desperdício de materiais e consumo de energia, melhorando a salubridade e a segurança das habitações. Com o intuito de garantir a qualidade da construção, oferece capacitações para os auto construtores.
http://arquitetasdacomunidade.blogspot.com/
Ajudando o crescimento de negócios sociais
Os atuais empreendimentos sociais satisfazem apenas uma fração da demanda global de produtos e serviços sociais, como energia, água limpa a higiene. Mapeando setores e promovendo aumento de escala e modelos de franquias, a Ayllu provém suporte crítico para ajudar esses serviços e produtos a alcançarem milhares de pessoas e se tornarem negócios sustentáveis. A Ayllu (liderada por Nathaniel Heller e Melissa Richer) está criando o maior mapa global de negócios
social que existe, no qual traqueia negócios, tendências, desafios e inovações. Além de tornar esse mapa público, a Ayllu usa essa informação para ajudar a solucionar problemas dos negócios sociais e construir relações estratégicas.
Ainda, com o mapa, a Ayllu ajuda os negócios a entrarem em novos mercados. Tendo como parceiros a Artemisia e a Aliança Empreendedora, a Ayllu trabalha para trazer franquias de negócios sociais ao Brasil.
http://iumap.org/mainsite/
Eventos, atividades socioculturais e espaço para micro empreendedores das comunidades periférica.
Desde 2000, DJ Bola, lidera A Banca, produtora sóciocultural situada no Jardim Ângela, zona sul de São Paulo, região que já teve os mais altos índices de violência do mundo. A Banca visa criar novos espaços de lazer para os jovens da região, valorizar os grupos culturais do bairro e promover a economia local.
Para isso, promove uma série de eventos e atividades culturais como, oficinas de DJ, MC, Violão, Ensaio Aberto, Poetas Escondidos e Radiola Livre. Esses eventos também abrem espaço para micro empreendedores da
região comercializarem os mais diversos produtos. A Banca já realizou mais de 50 eventos em vários locais da região sul da cidade, com um público médio de 4.000 pessoas.
http://abancaaudaciajovemcomacao.blogspot.com/
Microcrédito orientado para jovens.
Ao perceber que um dos maiores desafios que os jovens tinham para começar a empreender era a falta de dinheiro, Alessandra França criou o Banco Pérola, que oferece microcrédito orientado para jovens de 18 a 29 anos da classe C, D e E da região de Sorocaba - SP. O Banco Pérola fornece três modalidades de microcrédito: capital de giro, investimento e misto. Seu diferencial é o pioneirismo em trabalhar com esse público específico na região e a característica de apostar no potencial de jovens que estão empreendendo pela primeira vez.
http://www.bancoperola.org.br/
Dança & Diversidade.
Mark Van Loo é coreógrafo e fundador da Bombelêla, organização cuja missão é "Contribuir para a melhoria da qualidade de vida promovendo arte, saúde e bem estar por intermédio da dança em ambiente que valoriza a diversidade.". Desenvolve 4 programas: Incubadança – rede com 6 grupos para formação de crianças, jovens e adultos de diferentes realidades físicas, sociais e culturais; Bombelêla Dance Company – 12 dançarinos profissionais oriundos da Incubadança, que apresentam espetáculos para a promoção da diversidade cultural, corpo e movimento; O Universo da Dança – ciclo de workshops para absorção de conhecimento junto aos mestres da dança de renome internacional; BBLL STUDIO – Escola de cursos regulares em vários gêneros de dança, além de programa especial de wellness com metodologia Bombelêla.
http://bombelela.org.br/
Braço social do escritório Okna Arquitetura e Design.
Trata-se da prestação de serviços de arquitetura: do planejamento à construção, a Instituições, ONGs ou Empresas sociais que tenham como foco contribuir para a solução de problemas sociais por meio de seus produtos ou serviços.
Com a Conviva, Kátia Veríssimo pretende democratizar os serviços de construção através de um trabalho organizado, diferenciado desenvolvido com o mesmo empenho e qualidade que acompanham os projetos comerciais. Deste modo visam a aproximação e o bom relacionamento com todos os públicos na contribuição para a construção de uma sociedade mais justa e solidária.
Sistemas de produção mais ecológicos para empresas.
O agronegócio é responsável por cerca de 30% do PIB brasileiro, mas ainda precisa adequar muitos de seus processos para conquistar padrões socioambientais de sustentabilidade satisfatórios. Alexander Piergilli criou a Ecossistemas Design Ecológico para oferecer serviços de consultoria e certificação para fazendas, empresas e organizações, por meio da construção de modelos regenerativos que, uma vez implantados, melhoram os resultados financeiros, a qualidade do meio ambiente e a vida das pessoas.
A própria sede de sua empresa, no Sítio Gralha Azul, em Santo Antonio do Pinhal – SP é um exemplo dos modelos criados por Alex e utiliza em sua prática diária os mesmos conceitos de sustentabilidade aplicados aos seus clientes.
http://www.ecossistemas.net/site/
Transformando o valor de materiais.
Problematizar o desperdício de recursos e demonstrar o potencial criativo de materiais descartados é a premissa da artista plástica Carla Tennenbaum, que desenvolve tecnologias artesanais de revaloração de resíduos, empregando processos limpos e integrados do ponto de vista ambiental e produtivo. O projeto EVAMARIA foi desenvolvido a partir do trabalho com resíduos de E.V.A – etil-vinil-acetato, um material sintético que ainda não possui processo de reciclagem industrial eficiente, cujo descarte soma por volta de 140 toneladas por mês apenas no estado de São Paulo. Tirando partido das qualidades desse material multicolorido para a criação de peças artísticas inovadoras e singulares, o projeto pretende contribuir para a transformação das formas sociais de atribuição de valor, e promover o desenvolvimento criativo e a capacitação artística dentro de novos paradigmas de produção.
http://www.evamaria.org.br/
Fomento ao empreendedorismo étnico
Enquanto a economia brasileira cresce, aumenta também o poder de compra dos afrodescendentes. Apesar disso, a desigualdade no acesso a bens, serviços e direitos fundamentais continua. Adriana Barbosa criou a Feira Preta em São Paulo para dar visibilidade às contribuições culturais e econômicas da população negra, comercializar produtos e serviços que atendem essas necessidades e estimular o empreendedorismo étnico por meio de capacitações em te mas relacionados à gestão de negócio. Anualmente, a feira oferece um espaço para a comunidade negra se encontrar, celebrar e fazer o dinheiro circular dentro da comunidade.
http://www.feirapreta.com.br/
Bufê-escola: capacitação prática e geração de renda para jovens.
Por cinco anos, David Hertz, deu aulas de culinária asiática na Universidade Anhembi Morumbi, mas foi depois de criar o programa Cozinheiro Cidadão, na favela do Jaguaré, que ele entendeu qual seria o ponto de partida para fazer algo que pudesse transformar de vez a vida de jovens de comunidades de baixa renda. A partir de então, idealizou um negócio social que pudesse oferecer a todos as mesmas chances de ingressar no universo da gastronomia, - esse trabalho deu origem ao serviço de bufê da Gastromotiva - ensinando desde as técnicas básicas de cozinha até o passo a passo para abrir um negócio próprio na área.
http://www.gastromotiva.org/
Inovação social como a melhor maneira de transformar o mundo.
Combinar missão social e negócio, com negócios que tragam resultado econômico e impacto social positivo: esse é objetivo de Pablo Handl com o Hub, que tem como ambição inspirar e apoiar essas iniciativas empreendedoras e criativas. Promovendo espaço físico, infraestrutura e conexões, para promover conhecimento, experiência, e acima de tudo, inspiração, o Hub São Paulo está se tornando uma comunidade de práticas para aprender junto. Além de focar apenas no trabalhar e no 'fazer', acreditamos que é hora de refletir e repensar a direção em que estamos indo, ao inspirar-nos uns aos outros, aprendendo junto e criando um conhecimento mais profundo sobre como radicalmente mudar o mundo.
http://www.saopaulo.the-hub.net/public/
Produtos ecológicos para a mãe e o bebê.
A demanda por produtos ecológicos no mercado nacional é crescente e já existe uma parcela da população que orienta suas decisões de compra pelo critério ambiental. Por isso, Cristiana Reis criou a Mamãe Natureza, uma empresa que tem a missão de despertar em mães e mulheres a consciência do cuidado com a saúde do corpo e do planeta, oferecendo acesso ao uso de produtos ecológicos, reutilizáveis e biodegradáveis. A ideia surgiu com a percepção da carência desses produtos no Mercado brasileiro. Sua linha de produtos inclui fraldas e absorventes confeccionados em tecido e com design moderno. A confecção dos produtos é feita por mulheres de comunidades isoladas da cidade de Ubatuba – SP.
http://www.mamaenatureza.net/
Acessibilidade e inclusão em museus.
Proporcionar o acesso de todos à cultura e às artes é o desafio que Viviane Sarraf enfrenta na Museus Acessíveis. A organização oferece um pacote de serviços de acessibilidade em museus que inclui a formação em acessibilidade para agentes culturais; implementação de políticas e recursos de acessibilidade em instituições culturais; difusão de informações sobre acessibilidade em instituições culturais por meio do site RINAM (www.rinam.com.br). Além disso, os planos futuros de Viviane incluem a criação do Núcleo de Produção de Materiais Multissensoriais que reunirá um time multidisciplinar para trabalhar na criação de materiais especialmente voltados para a acessibilidade, facilitando a interação entre o público visitante e as instituições culturais.
http://www.rinam.com.br/quemsomos.php
Cultura, renda e capacitação para jovens da periferia.
O desemprego na faixa etária de 15 a 24 anos é 3,5 vezes maior do que entre os trabalhadores adultos no Brasil, e atinge cerca de 45% desta população. Para superar essa situação, Luiz Flávio criou a "Revista Menisqüência!". Destinada ao público jovem, a Menisqüência! é produzida e comercializada por eles, usando diferentes linguagens como quadrinhos, fotografias e poesias para falar sobre comportamento, empregabilidade, diversão, dentre outros temas. Com abordagem bem-humorada e crítica, a revista também inova ao informar que metade do valor pago por um exemplar vai diretamente para o vendedor e a outra metade financia novas capacitações para que mais jovens entrem no negócio.
http://www.menisquencia.com.br/
Microcrédito em forma de empréstimos estudantis
A cada ano no Brasil, mais de 1 milhão de estudantes passam no vestibular, mas não se matriculam porque não podem arcar com o valor integral da mensalidade. Outros milhares interrompem seus cursos pelo mesmo motivo. Pensando nisso, Gustavo Pimentel, por meio da Savanza.com, empresa de financiamento educacional que utiliza a tecnologia peer2peer, reúne uma rede de indivíduos e instituições dispostas a contribuir para que estudantes de toda América Latina possam financiar seus estudos.
http://www.savanza.com/
Comércio justo de alimentos e produtos ecológicos e solidários.
Inversão da lógica convencional do comércio: em vez de produzir primeiro para vender depois, colocar no mercado produtos só depois de criar a demanda. Encabeçada por Omar Haddad, a Sementes de Paz pratica o comércio justo de alimentos e produtos ecológicos e solidários baseado nos princípios da economia da cooperação, do comércio justo e da agro ecologia: Construir uma rede de cooperação econômica que inclui, por um lado, pequenos produtores e associações de produtores orgânicos ou agro ecológicos e, por outro, consumidores organizados e pessoas interessadas em redirecionar seus recursos financeiros para práticas agrícolas sustentáveis e produções ecológicas livres de insumos químicos e com aproveitamento integral dos recursos. O consumo transformado em ferramenta de transformação socioambiental.
http://sementesdepaz.wordpress.com/
Empresa de comércio justo de artigos de moda e decoração.
Em 2006, Tiago Dalvi, juntamente com colegas da faculdade, criou a Solidarium em Curitiba - PR, uma empresa social alinhada aos princípios e valores do movimento de Comércio Ético e Justo que tem como foco articular parcerias para criar e desenvolver uma rede de produção e comercialização entre pequenos produtores e grandes lojas varejistas. Atualmente, a Solidarium promove a comercialização de produtos elaborados por empreendedores de baixa renda do Paraná, Pernambuco e São Paulo, permitindo-lhes ter acesso a diferentes canais de vendas e a vender em grande escala, resultando em um aumento bastante significativo de suas rendas.
http://www.solidarium.com.br/content/default/
Inteligência de mercado para comunidades produtoras, transformando brindes sustentáveis em geração de renda.
O mercado de brindes corporativos é um grande mercado, mas com poucas opções de produtos genuinamente sustentáveis. Ao identificar esta oportunidade para conectar consumidores e produtores artesanais numa grande rede de consumo ético, Henrique Bussacos criou a Tekoha, que oferece inteligência de Mercado para comunidades produtoras e comercializa os mais diversos produtos no atacado por meio do site www.redetekoha.com.br/brindes e no varejo pela loja virtual www.redetekoha.com.br/loja. Além disso, a organização iniciou exportações para Polônia, Suíça e Portugal. A Tekoha é mais do que um canal de comercialização de produtos artesanais, abrindo caminho para um novo sistema comercial, no qual os valores humanos e econômicos coexistem em perfeita harmonia.
http://www.tekoha.org/