Relatório de Desenvolvimento Humano 2014

Relatório de Desenvolvimento Humano 2014
Reduzindo vulnerabilidades e fortalecendo a resiliência.

O relatório de Desenvolvimento Humano do PNUD (Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas) de 2014 mostra uma perspectiva sistêmica sobre a vulnerabilidade e como esta ameaça o desenvolvimento humano.

A vulnerabilidade é analisada por meio de duas abordagens: estrutural – persiste ao longo do tempo decorrente da história ou discriminação e afeta certos grupos relacionados a gênero, localização geográfica ou etnia, por exemplo; e ciclo de vida – pontos sensíveis da vida de uma pessoa em que contratempos podem ser difíceis de serem superados, como primeiros anos de vida de uma criança ou a transição entre trabalho e aposentadoria.

O relatório afirma que se as vulnerabilidades não forem combatidas por políticas e normas sociais, o progresso não será nem equitativo nem sustentável. 

"Reduzir tanto a pobreza em si quanto a vulnerabilidade das pessoas a cair na pobreza deve ser um objetivo central da agenda pós-2015", afirma o Relatório. "Eliminar a pobreza extrema não significa apenas "chegar a zero"; é também manter-se lá."

No relatório a pobreza é analisada não apenas com base na renda, na qual é estabelecida a linha de pobreza estabelecida de US$ 1,25 por pessoa por dia, mas também pelas condições materiais de sobrevivência da população. O IMP- Índice de Pobreza Multidimensional -considera as múltiplas privações de uma mesma família em áreas como educação (anos de escolaridade, taxas de matrícula), saúde (mortalidade infantil e nutrição) e padrão de vida (sanitários, água, eletricidade entre outros).

As estimativas do IPM presentes no relatório mostram que quase 1,5 bilhão de pessoas de 91 países em desenvolvimento estão vivendo na pobreza e que há 800 milhões de pessoas com o risco de voltar novamente a esta situação. No Brasil apesar do número ter caído nos últimos seis anos, 3,1% da população ainda é considerada mutidimensionalmente pobre.

O relatório faz ainda uma série de recomendações para reduzir as vulnerabilidades e fortalecer a resiliência entre comunidades e países e demanda o acesso universal a serviços sociais básicos, em educação e saúde além de uma proteção social mais segura. Por fim, faz um chamado para uma ação coletiva em resposta às vulnerabilidades, cada vez mais globais e recomenda um consenso internacional sobre a proteção social universal.

Faça o download do relatório do PNUD. 

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