Empreendedores do Rio de Janeiro focam na baixa renda

Produção Printec Comunicação/ Artemisia

Em expansão nos países emergentes, os negócios de impacto social têm se destacado ao propor um modelo de empresas que oferecem, de forma intencional, soluções escaláveis para problemas sociais da população de baixa renda. A Artemisia, pioneira no Brasil no fomento de negócios de impacto social, há mais de uma década tornou-se uma das protagonistas desse movimento no Brasil. E, neste ecossistema de negócios de impacto social, destacam-se Rafael Parente e Bruno Ambar; e Elyr Teixeira e Daniel Morim, respectivamente empreendedores das startups Aondê e Senfio. As duas empresas têm em comum a aceleração da Artemisia e o fato de oferecerem serviços de qualidade para a população de baixa renda do Rio de Janeiro.

Inovação na educação é a proposta do negócio de impacto social Aondê, que oferece a Conecturma, uma plataforma transmídia de aprendizagem direcionada a alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental. A metodologia adotada é baseada nas mais recentes descobertas da neurociência; é a única plataforma a combinar elementos que impulsionam a motivação e a concentração das crianças – como desenhos animados, músicas, jogos, projetos e atividades artísticas. Além disso, emprega técnicas de storytelling e gamificação com ferramentas digitais e impressas como aprendizagem adaptativa e diagnóstico – a partir de ferramentas de gestão e acompanhamento da criança para pais e pedagogos; e autoria, permitindo a colaboração e participação dos professores na criação de conteúdos e atividades. Rafael Parente, mestre (PACE University) e PhD (New York University) em Educação e Bruno Ambar – economista e internacionalista (Brown University) são os empreendedores da Aondê, negócio fundado em 2014. 

Segundo Parente, participar da aceleração da Artemisia foi uma experiência “intensa, inquietante, inspiradora; de humildade e muita aprendizagem ao mesmo tempo”. “No início do trabalho, acreditávamos, com um pouco de ingenuidade, que já tínhamos todo o conhecimento e a clareza necessária sobre o nosso negócio, o valor que ele gera, as estratégias que precisamos para vendê-lo (para investidores ou clientes) e sobre como comprovar o impacto social. Estávamos enganados. Além de uma profunda reflexão sobre o produto e o plano de negócios, aprendemos que, no pitch, estamos defendendo muito mais do que um produto. Estamos defendendo uma visão, uma causa e um sonho. Conhecemos pessoas incríveis que, como nós, fazem parte de um movimento mundial de empreendedores sociais – que lutam para criar um lugar melhor, com mais justiça, empatia e paz para se viver”, afirma o empreendedor, acrescentando que compreende a necessidade da aliança do idealismo com o pragmatismo. “Além de sonhos ambiciosos, precisamos ter uma mente orientada para negócios e ser incansáveis na vontade de vencer. Começamos o processo com várias perguntas e muitas foram respondidas. Mas, o mais importante, é que saímos com outras perguntas e reflexões importantes em mente”, finaliza.

Com foco na saúde, a Senfio oferece um sistema inteligente de monitoramento e higienização das mãos por meio de crachás inteligentes conectados a sensores de presença nos leitos e dispensers via WiFi/Bluetooth – todos integrados a um software de monitoramento. A solução gera maior visibilidade ao processo de higienização e estimula a mudança de comportamento dos profissionais de saúde; assim, reduz drasticamente a incidência de infecções hospitalares. O negócio foi fundado em 2010 pelos engenheiros eletrônicos Elyr Teixeira e Daniel Morim.

Na visão de Elyr Teixeira, a Artemisia ajudou a identificar, perceber e trabalhar em algo de impacto social não é apenas ajudar quem precisa; um trabalho pontual. “É muito mais que isso. É observar de cima, criar uma sociedade menos desigual, mais humana. Se você é empreendedor, pode fazer mais do que fazer algumas linhas de código ou vender uma ideia. Eu aprendi que posso ajudar a salvar 100 mil vidas por ano”, afirma. 

 

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