3 dicas para quem quer empreender um negócio de impacto social

Um bom negócio de impacto social entende quais são os reais problemas sociais enfrentados pela população de baixa renda, sejam eles no âmbito da saúde, educação ou habitação, e oferece uma solução de alta qualidade e que caiba no bolso da pessoa.

O negócio de impacto social visa criar oportunidades para que todas as pessoas possam viver como cidadãs, tendo acesso a produtos ou serviços que melhoram radicalmente a sua qualidade de vida.

Não existe uma fórmula de sucesso para criar um negócio de impacto social. Mas apoiando empreendedores há 10 anos percebemos que existem três fatores críticos e que são determinantes para o sucesso de um negócio.

Não seja um herói solitário. Tenha as pessoas certas ao seu lado.

Os problemas que um empreendedor vai enfrentar são complexos e ter uma equipe altamente comprometida é fundamental.  O empreendedor precisa se unir às pessoas certas para que dê certo. Isso significa buscar pessoas experientes e capacitadas, que tenham habilidades em gestão, que possam tornar uma ideia criativa e socialmente útil em algo real e lucrativo. Quanto mais competências diferentes estiverem na base do seu negócio, quanto mais gente boa fizer parte da startup, mais chances o negócio terá de dar certo e, consequentemente, de ter credibilidade para receber investimentos.

Busque clientes, não investidores

Dificilmente um investidor se arriscará em um negócio que não tenha alguns resultados já comprovados, por mais vantagens sociais que o empreendimento vise oferecer. Por isso, iniciar um negócio de impacto social significa começar a agir sem contar com muitos recursos, mas buscando resultados. É necessário pensar em estratégias alternativas para gerar receita, de maneira que se consiga colocar a ideia em prática, mesmo que de forma tímida.

Adaptar seu negócio de B2C para B2B é uma boa opção nesse contexto. Em vez de vender o produto diretamente para o consumidor, ele passa a ser vendido para uma pessoa ou organização que, por sua vez, fará a entrega ao cliente final. Com o recurso financeiro provindo dessa estratégia, é possível alavancar o empreendimento e começar a colher resultados demonstráveis, sem precisar investir na criação de uma marca, em marketing e em relações públicas.

Por outro lado, o B2B não garante muita visibilidade ao empreendimento e, por isso, serve mais como estratégia inicial para alavancar recursos, testar seu negócio, descobrir os segmentos que mais respondem à oferta e começar a criar um público. Isso indicará que sua ideia tem futuro e permitirá a criação de um plano de negócios muito mais sólido, apresentando aos investidores não apenas uma boa ideia, mas uma gestão competente, sustentabilidade financeira e escalabilidade.

Sonhe grande. Mas prometa apenas o que pode cumprir.

A ambição de um empreendedor, em se tratando de negócios de impacto social, é de acabar definitivamente com o problema em determinada área, por exemplo, melhorar a educação do país. Ter essa ambição é ótimo, mas para preparar o pitch do negócio e convencer investidores, é preciso ser extremamente realista.  Supervalorizar o impacto social de seu empreendimento, prometendo coisas que não serão alcançáveis, significa perder sua credibilidade. Mas lembre-se que o maior ativo de um empreendedor é a sua credibilidade. Ninguém leva a sério um negócio que prometa algo extraordinário, se não tiver dados que comprovem isso ser possível.

O melhor é identificar necessidades do mercado, verificar o que já tem sido feito nessa área e apresentar uma solução viável de oferecer um serviço ou produto com alta qualidade e menor preço. Depois, com base na mensuração de resultados iniciais, comprometa-se apenas com o que certamente poderá ser feito, sem exageros.

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